Vazamento de amônia foi registrado na manhã do dia 15 de março no frigorífico Boi Bravo, localizado em Uberaba. Com o funcionamento do sistema de segurança, apenas uma pessoa com suspeita de ter inalado a substância foi encaminhada ao Hospital de Clínicas pelo Samu. Por volta de 11h do dia 15, funcionários do frigorífico estavam testando a ampliação da linha de compressores do estabelecimento, que fica na avenida do Contorno. Após realizar a instalação, os funcionários foram ligar e duas válvulas novas apresentaram vazamento.
O alarme disparou e funcionários se deslocaram para a rota de fuga por questão de segurança. Apenas Alexandre Freitas Ramalho, 42 anos, que estava próximo à sala de máquina, acabou entrando no local onde o vazamento foi registrado.
Mesmo com os funcionários contendo a vazão, o Corpo de Bombeiros também foi acionado. Duas viaturas de resgate, além do salvamento e caminhão de combate a incêndio, se deslocaram ao endereço. Ao mesmo tempo, unidade do Samu se deslocou ao endereço para prestar atendimento a Alexandre, com suspeita de ter inalado o gás.
De acordo com informações do Samu, a vítima aspirou amônia e apresentava queimadura na face e também na mão. Após primeiros socorros, Alexandre foi encaminhado ao Hospital de Clínicas da UFTM, consciente e com respiração espontânea. De acordo com a assessoria do hospital, o estado de saúde dele é estável, em observação no pronto-socorro.
O sargento Nascimento, que comandou a operação, relatou que avistou o funcionário, que se chocou com uma coluna e apresentava alguns ferimentos no rosto. O atendimento foi finalizado pelo Samu, que encaminhou a vítima ao hospital.
Foram montadas duas linhas de ataque e realizado o resfriamento, evitando que os tanques apresentassem aumento de temperatura. "Houve uma queda de energia dentro do frigorífico, o que fez com que o resfriamento dos tanques ficasse comprometido", afirmou o sargento.
Com ajuda de um funcionário do frigorífico que usava equipamento adequado para que orientasse como era feito o desligamento das válvulas, os militares entraram no frigorífico e normalizaram a situação.
Segundo Romeu Costa Teles, diretor do frigorífico, o vazamento era "previsto". "Os funcionários estavam preparados para um eventual vazamento, já que era a primeira vez que a linha seria usada", explicou, afirmando que ocorreu vazamento em duas válvulas novas por questão de ajustes.
O diretor reconheceu o trabalho dos bombeiros e o funcionamento do alarme, que evitou outros funcionários fossem vítimas do vazamento. "Pedimos apoio, pois segurança nunca é demais, e em 40 minutos tudo voltou a funcionar novamente. Mas a área nova terá que ser refeita, não passou no teste", finalizou o diretor.
Fonte: http://www.protecao.com.br/site/content/noticias/noticia_detalhe.php?id=Jay4A5jy
